segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cores...

Sou mistura de cores,

Sou branco, azul, vermelho...

As vezes um tanto verde.

Mas nunca incolor.



E penso que essas cores,

Essa minha mistura

Representam bem as fases

Que vivo, as coisas que sinto....



Há os dias azuis, onde tudo é lindo...

O dias vermelhos e esses de amor ou de raiva....

Os dias brancos de calma, de paz...

Os dias laranja de tempo bom...



Há os dias amarelos de muita graça...

Os dias rosa os quais são meigos...

Os dias marrom ou roxos, aí de mau humor....

Os dias pretos de luto, tristeza...

Tem os dias que parecem ser um arco-íris....



E há os dias como hoje,

Cinza.....

domingo, 19 de setembro de 2010

Desconhecido....

"Eu não sou você

Você não é eu

Mas sei muito de mim

Vivendo com você

E você, sabe muito de você vivendo comigo?

Eu não sou você,

Você não é eu

Mas encontrei comigo e me vi

Enquanto olhava para você

Na sua, minha, insegurança,

Na sua, minha, desconfiança,

Na sua, minha competição,

Na sua, minha, birra infantil,

Na sua, minha, omissão,

Na sua, minha, firmeza,

Na sua, minha, impaciência,

Na sua, minha, prepotência,

Na sua, minha, fragilidade doce,

Na sua, minha mudez aterrorizada,

E você se encontrou e se viu, enquanto olhava pra mim?

Eu não sou você

Você não é eu

Mas foi vivendo minha solidão

Que conversei com você

E você conversou comigo na sua solidão

ou fugiu dela, de mim e de você?

Eu não sou você,

Você não é eu

Mais sou mais eu , quando consigo

Vê-lo, porque você me reflete

No que ainda sou

No que já sou e

No que quero vir a ser...

Eu não sou você

Você não é eu

Mas somos amigas, enquanto

somos capazes de, diferenciadamente,

eu ser eu vivendo com você e

você ser você, vivendo comigo."

Ellens....

"Em cima da minha cama tem um edredon
Uma pasta preta e um violão marrom
Eu sentada a esquerda com pose de buda,
Muda o dia da semana e a vida não muda.
Um pijama azul piscina meio desbotado
Um controle cinza em preto, um gravador ligado
Um copo de água e um de leite com café
Um telefone sem fio, um chinelo sem pé
Um jogo de resta um, um tapete no chão
Dois cãezinhos sobre o móvel da televisão
Um anel de pedra verde, um abajur lilás
sobre o móvel que eu comprei nas lojas marabraz
uma porta arreganhada pra entrar o vento
uma bolsa semi aberta com tranqueira dentro
Um ventilador de teto e dois fios longos
Não refresca e é cabide pra pôr pernilongo
Vai o dia vem a noite mais uma semana
Durmo sozinha largada em 2 metros de cama
Não Importa, eu não ligo se a vida me engana
Você pode me odiar, mas tem quem me ama."

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quero não

Nesse momento em que passo de dias de sol, aos quais meus pensamentos e vontades mudam constantemente com vento, quero fazer uso das Palavras de Bruney Mavigno o qual diz:

“Sábio é aquele que consegue durante as conquistas aprender o máximo com elas. Porque nada é eterno. Nem que seja com a morte as coisas um dia acabam.

E as vezes acabam sem a gente querer, ou mesmo entender o porque acabaram

mas se somos sábios aprenderemos a lidar com as perdas e com as conquistas de cada dia.

Cada dia conquistamos algo. Cada dia perdemos algo. E cada dia algumas coisas são transformadas.

E diante do balé da vida com suas idas e vindas nos resta aproveitá-la, não se esqueça de viver cada dia como se fosse o último

Uma vez disse um sábio - o amanhã não existe, pois assim que ele chegar se tornara o hoje. E o que era hoje se tornara passado -.

E o tempo que passou não volta mais, portanto não teremos a chance de tentar outra vez.

Será tudo diferente ... E eu não quero viver me perguntando como seria se tivesse falado se tivesse feito se tivesse.....

não! A vida deve ser vivida intensamente sem medo de se jogar assim devemos ser...”



Penso que a compreensão eu tenho, talvez me falte a sabedoria de colocar em prática.

Ou será o medo???

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

...estamos nos perdendo.

Vivemos no mundo do “eu”. Onde o que procuramos é nos favorecermos sempre, um planeta ao qual o que mais importa é a satisfação temporária de vontades atendidas. Egoísta, Egocêntrico, Interesseiro, Individualista, Ambicioso, totalmente mercantil. Onde as convivências são baseadas em interesses e cada um tem seu preço. Nesse globo esquecemos o outro. Olhamos tudo a nossa volta da forma que queremos e quando isso não é possível tentamos adequar ao máximo para que fique o mais próximo do que desejamos....E se for necessário, para satisfazer nossos interesses, usamos, iludimos, magoamos, desprezamos, afligimos, lanhamos, mortificamos, abandonamos, desamparamos, defavorecemos, atormentamos e toruramos. As relações são baseadas em trocas e se pudéssemos sairíamos com um copinho medindo o que cada um dá de sentimento, para darmos o mesmo tanto que recebemos. Vivemos no mundo de pessoas razas, vazias, superfíciais, onde não se há a pretensão de aprender, de evoluir, de entender o que se passa a sua volta. Perderam o significado de ser para substituir pelo ter. Esqueceram a educação, o respeito o amor ao próximo e a si próprio, porque cultivar-se dessa maneira individualista não é amar-se. Abafaram o sentido de comunidade, de partilha, de humanidade, amizade, compaixão. Abandonaram o tempo da escuta, do parar, do pensar, do caminhar tranquilamente, do olhar nos olhos, do sentar embaixo de uma árvore ou a beira do mar, do caminhar descalço, do elogio franco e sincero, de admirar a beleza de uma flor e a delicadeza do beija-flor ao sugar-lhe, do sentir um abraço apertado, de uma conversa fiada, de amar o dia de sol e o tomar banho de chuva. Não permitem-se sentir sem esperar em troca, poder sofrer sabendo que não é para sempre, que aquilo passa, e de ser feliz reconhecendo o mesmo, pois também passa. Não se entregam a um amor, a uma amizade de corpo e alma. Desconfiam sem motivo, ao invez de confiar até que lhe mostrem o contrário. Amam mais a tudo do que sua própria espécie. Largaram aos confins a pureza e magnitude do sorriso, da brincadeira, da imaginação, do sonhar. Desfizeram-se da importância do cheiro, do toque, do paladar do ouvir. Passam maior parte do tempo tentanto ser o que os outros querem que sejam do que sendo a si mesmo. E esquecem que a felicidade vem de dentro para fora e que as únicas pessoas que podem alcançá-la dentro de nossas almas somos nós mesmos.