quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"parecerei estar morrendo..."

Comecei a cavar o buraco...sim um buraco...quando precisamos enterrar algo primeiro é preciso cavar...
Farei ele retangular, terá que ser grande...sei, não caberá tudo...mas ficarei com um pouco (lembranças talvez).
Não é fácil cavar um buraco, você precisa de força, vontade e alguns instrumentos. O esforço é continuo...poderão aparecer calos e até mesmo sangrar as mãos, ainda mais quando é um enorme buraco.

Mas se quer enterrar tem que cavar...

O suor cairá por minha face, parecerei cansada de tanto trabalho e realmente estarei, cansada e triste, sim pensarão que terei enterrado a mim mesma.
Mas te confesso o segredo de cavar o buraco é ir se preparando para o “enterro”.
Ah, e esse o enterro... esse não me parecerá fácil, mas me prepararei durante a minha escavação.

Dói, não me sinto preparada.

Essa palavra (enterrar), pode parecer mórbida as pessoas grandes, mas sei que você entenderá, entenderá a necessidade...pelo menos a você peço a compreensão.
Pois sabemos que enterrar também pode trazer vida, sementes transformam-se assim.

Ainda assim serás minha consciência...e como tal te peço que nos encontramos em palavras e pensamentos.
Também serás responsável por cuidar de “meu tesouro” e faça com que cuide de você.
A de se deixar bens e esse é um dos meus maiores bens é a você que o deixo.

A você também caberá me ajudar a cobrir o buraco. Se tentar desistir dessa tarefa, você não deixará, mesmo vendo meu sofrimento.

“Eu parecerei estar sofrendo...parecerei estar morrendo. É assim. Não venhas me ver. Não vale a pena...”

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sim, também não entendi...

“... todos aqueles que não se importam com a importância que lhes dedico peço a gentileza de se dirigirem à casa do caralho!!! (...) Canseiiiiiiiiiiiii...de ser madura, cansei de entender tudo, de achar uma explicação adequada pra cagada dos outros...canseiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..” (o grifo é por minha conta)



Não estenderei a conversa hoje, até por que minha vida de cogumelo não me permite.



Não usarei “das belas” palavras de minha consciência pra aqui externizar todo o meu desafeto pelos “outros”...



Sim também cansei...chega de ver além das aparências, de achar motivos e tentar entender atitudes ridículas...
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(gargalhadas)... Ingenuidade nossa pensar que podemos deixar de nos importar, de tentar não achar explicações para as falhas alheias. Por mais que nossa fúria se alastre, nossas atitudes nos condenam...







(...)









Não quero gritar, não quero xingar...

Apenas quero ir ...











“... me desenha um carneirinho?”

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

GRITEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH..
quando não souber o que fazer grite: grite o mais alto que puder..grite até que todos os fantasmas corram com de medo de ti!!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
AHHHHHHHHHH
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
As favas com o que os outros pensam de mim....e a todos aqueles que não se importam com a importância que lhes dedico peço a gentileza de se dirigirem à casa do caralho!!!(com todo o respeito, não mandaria a puta que o pariu porque a santa mãezinha deles não tem culpa!)
Senhores, leitores desta neurose absoluta, não utilizarei pensamentos agradáveis, nem tentarei explicar sentimentos hoje...dou me a vênia de usar um vocabulário esdrúxulo...e xingar quem eu quiser...que a boa educação vá habitar a casa do capeta...
Canseiiiiiiiiiiiii...de ser madura, cansei de entender tudo, de achar uma explicação adequada pra cagada dos outros...canseiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..quero que vá todo mundo pro inferno....cansei do joguinho besta de fingir coisas pra provocar outras...de fingir sentimentos...de inventar outros tantos...e desinventar depois..cansei de me proteger pra não sofrer e sofrer por me proteger....
Senhores, esta pobre consciência hoje não tem condições de dar qualquer testemunho válido..o fato é que está tudo embaralhado, e por mais esforço que faça, não produzo uma única linha com sentido razoável (não que até agora alguma linha tenha tido isso)...é nisso que dá mandar uma consciência fazer terapia...agora confundiu tudo... e até desconfundir..
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
Ass. Tua Consciência (insana hoje)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Ufa consigo respirar."

É fascinante te ver “citar Dom Casmurro”, Machado fascina... me apossarei dele para iniciar ou continuar, minha, tua, nossa viagem... “Pois, francamente, só agora entendia a comoção que me davam essas e outras confidências (...) Os silêncios dos últimos dias, que me não descobriam nada, agora os sentia como sinais de alguma cousa, e assim as meias palavras, as perguntas curiosas, as respostas vagas, os cuidados, o gosto de recordar a infância.”



Ah “minha consciência” no fundo do oceano há vida... são todas dotadas de especiais habilidades para lidar com o escuro...enxergam além e através da imensidão negra...

Trazes-me a infância e tudo se torna diferente mesmo estando no fundo do oceano... fecho os olhos e logo sou peixe, cavalo marinho, estrela do mar, até mesmo um tubarão, “rrrrr...te dou medo?” (risos) ...

“Ufa consigo respirar.”

Quantos sentimentos me trazem tuas confidências... tinhas razão, me levas aos extremos...mas eu te entendo, mesmo quando não me confidencias...



Sei bem o quão realistas és, e sabes tu que não seria correto iludir-me... já a Fé, ah a Fé, queria eu acreditar, porém aqui onde estou ela não passa de esperança...e essa “minha consciência” a ESPERANÇA, é desgraça de palavra, comparo esse sentir a um “conta gotas cheio de veneno”, ao qual nos “medicamos”, gota-a-gota, dia-a-dia...costumo dizer que a “esperança é a última que mata”... tal desgraça que nos prende ao que nos fere, pois nos faz acreditar na mudança, essa ocorre, mas não de acordo com nossos tão sonhados desejos. “Tola EU”.

Sim perdi a “fé” e culpo a “esperancinha”.



Os outros... “Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso.”...

“(...) havia, como em todos os outros planetas, ervas boas e más. Consequentemente, sementes boas , de ervas boas; e sementes más, de ervas más.”





... As vezes deixar o mistério do país das lágrimas nos invadir faz bem. (Minha Consciência)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"Falto eu mesmo, e essa lacuna é tudo"

"Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. (...)Se me faltassem os outros, vá, um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde, mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.” (Machado de Assis)




...Meu bem entendo esse sentimento de “deriva”...já o vivi tantas vezes...já me perdi de mim e em mim tantas outras... eu poderia te colocar no colo e abraçar com ternura e poderia dizer-te que vai ficar tudo bem..que passa logo...mas sou uma Consciência realista, não vai ficar tudo bem...embora eu esteja do teu lado nessa tua ausência de ti mesma, não posso te conduzir de volta...não tenho o dedo de Deus...nem a “fé” posso te dar...posso te dizer da dor que já tive, da ausência de mim que as vezes me visita...de como sou tinhosa e orgulhosa e mando as favas essa teimosa ausência..

Se eu pudesse ao menos lembrar de como me conduzi de volta a mim...lembro do cansaço, da dor nos ossos...de carregar o peso de uma vida toda...de uma derrota de tudo, de todo, de qualquer coisa...mas minha memória me trai (quanto mais o tempo caminha menos detalhes conseguimos apontar), perdi as minúcias, lembro-me do contexto (mas contextos não trazem a poesia e o verdadeiro valor de certos acontecimentos)...o que é uma pena (há que se dar o devido valor as nossas pequenas tragédias cotidianas)..


Fosse eu menos relapsa teria escrito dia-a-dia cada uma das pequenas tragédias que resultaram no todo...mas sou uma consciência preguiçosa, então me conformo: não lembrarei das minúcias (mas para manter a importância da história, talvez as invente)...


Há dias vinha sentindo o vazio, nada me encantava no mundo e se me era dada uma esperancinha qualquer por qualquer serzinho, agarrava-me desesperadamente a ela...mas dela vinha toda minha ansiedade e expectativa...findava que nada alcançava esta última e voltava eu ao vazio...um vazio de alma pesada e de culpas em meu encalço...fui e voltei ao fundo de minha solidão de mim mesma...perdi-me em mim de depois de mim e de idas e vindas sobrou tão pouco...a consciência de minha consciência só me tiravam os motivos da anunciada “esperança” mas“(...)ninguém tachou de má a boceta de Pandora, por ela lhe ter ficado a esperança no fundo; em alguma parte há de ela ficar.”(Machado)...e de esperancinha em esperancinha perdida deixei a fé perder-se de mim... Bem sei que isso se dá quando a esperança está no externo, no outro, “que inferno a crença no outro”...se eu não posso prever meus próprios atos, que imbecilidade crer no outro...Bom, mas até os conscientes habitam-se de sonhos e quereres de querer bem... deu-se, portanto, que cansei de tudo e mergulhei no nada.. não nada não, porquanto o nada não dói..na ausência de mim..e ausência é a perda, e perder (de um jeito ou de outro) é sofrer...lembro bem do desespero...mas meu bem, se me perguntares como fiz pra voltar, confesso que não sei...mas constatei que “ficar sozinho é pra quem tem coragem”...e sabe? Eu sou foda...coragem não me falta...tantas quantos forem as vezes que me lançarem ou me lançar ao fundo do oceano, tantas serão as vezes que voltarei a tona mais forte... e você é tão ou mais forte do que eu...

“é tão misterioso o país das lagrimas...”


Ass. Tua Consciência