quarta-feira, 26 de maio de 2010

"eu já escuto os teus sinais.."

A vida muda, nós mudamos.
Um dia acordamos e percebemos que não temos mais 18 anos, nos olhamos, no espelho, e as marcas do tempo já são visíveis.
E você começa a pensar....
Como era encher o baldinho de areia na infância?
Como foi o primeiro dia na escola? Os amigos, as novidades...
Como era legal passar de ano, e participar dos jogos escolares,
E responder vários questionários daqueles que você escrevia em uma página o nome de quem gostava e depois pedia para amiga passar a pessoa por ti querida para que ela soubesse de seus sentimentos.
E o primeiro amor, nossa era tão inocente...
Que bacana poder sair com os amigos sem a presença de algum irmão mais velho.



“tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”*




O primeiro emprego, o primeiro salário e é claro as primeiras dívidas...
E a faculdade? É o tamanho da nova “escola” assustava um pouco...
As primeiras festas, os novos amigos...e os butecos....ah os butecos...
Claro que o estudo era essencial...As saídas a campo, os eventos....
Ah, como é saudoso esse tempo...como as etapas da vida nos deixam marcas e saudades...
E quantas pessoas passaram por ela, algumas por todo tempo, algumas por alguns verões, outras por um dia....




“tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”




Vem o namoro, o casamento, os filhos, não necessariamente nessa ordem...(rs)
E também as responsabilidades, as contas, a vida a dois, a três.
Dias felizes, dias tristes, dias e mais dias...e meses, e anos.
E volta-se a vida a dois.




“tu vens, tu vens, eu á escuto os teus sinais”



O bebê já fica sentado sozinho, logo engatinha e anda.
E quando você menos espera, ele já é um menino, não quer mais ajuda pra colocar as roupas...
E lá se vai...
Mais uma criança, mais um adolescente, mais um jovem, mais um adulto, mais um velho...




E você? Você percebe que ele vem, que o tempo vem, e que logo você sente os seus sinais.




“tu vens, tu vens, eu á escuto os teus sinais”







*retirado da música Anunciação de Alceu Valença.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu sei que é amor...

Eu esperava que um dia você pudesse fazer parte da minha vida.

Mas nunca imaginei que chegaria assim e que tomasse todo meu coração pra você...
Não imaginei que pudesses significar tudo em meu viver,
Nem tão pouco poderia imaginar que houvesse um amor de tal forma...
Amor verdadeiro, sem cobranças
Amor sem medida, sem limite,
Amor...

Você chegou, se alojou em meu ser e me ensinou as coisas mais belas e mais úteis que poderia aprender.
Me ensinou a ter um sono leve e atento...
Me ensinou a ser, horas médica, outras professora, em algumas psicóloga...
Me ensinou que um sorriso, ou uma brincadeira inocente, vale um pote de Nescau virado...
Me ensinou que um beijo e um abraço ao chegar em casa cura qualquer dia ruim ou cansaço...

Aprendi a ser paciente...
Aprendi a compreender...
Aprendi outra forma de comunicação...
Aprendia a cuidar...
Aprendi a amar...

Você me ensinou que por mais que faça por você e você nunca retribua, o simples fato de existir já é minha maior compensação...

Você me ensinou a ser Mãe e a amar e valorizar mais ainda a minha Mãe.

Obrigada filho, mamãe te ama.

quarta-feira, 21 de abril de 2010



Daqui desse lugar posso ver o quão improvável é entender a demora para poder retornar,
Quantas mais vivências terei que ter e tentar compreender...
Ah quando essa saudade bate, como fica difícil querer ficar, queria poder lembrar o caminho, as pessoas o lugar...
Mas não lembro, mas com certeza esse aqui não é.
Aqui sou perdida, sou diferente, incompreendida, e às vezes um tanto inocente. Em outras me acho, me encaixo e me deixo ser como o todo.
Entendo o que muitos não percebem e não compreendo o que a maioria diz ser assim.
E em outro tempo não percebo e viro maioria também.
Me sinto muitas em uma e uma em muitas
Me confundo, me enrolo, me isolo.
Me bagunço, me reviro, me limito, me embaraço.
Me perco, me perco e não me acho.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Homenagem ao Rei I

Eu não posso mais ficar aqui
A esperar!
Que um dia de repente
Meu olhar se perda na poeira
Dessa estrada triste
O sol que queima
No meu rosto
Traz um resto de esperança

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo

Vem a chuva, molha o meu rosto
E então eu choro tanto
Minhas lágrimas
E os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto...

Olho prá mim mesmo e procuro
E não encontro nada
Sou um resto de esperança
À beira de uma estrada...

Tudo, tudo, tudo
Se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha
E vê que eu
Estou morrendo lentamente...
Não posso mais
Ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo...


(Trexos retirados de uma música do Roberto)