quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SAUDADES

Falei que não usaria mais esse espaço dessa forma, porém preciso conversar e esses são meus melhos ouvinte, afinal também já voltei atrás em tanta coisa, não será isso a me fazer pior.....



Quando a gente sente saudades de alguém, de lugares, de momentos, de coisas, de muitas coisas...é difícil não parar para recordar.....
É um sentimento de amor de gostar de algo que no momento não podemos ter perto.
As vezes essa saudade é de um dia, de horas, semana, meses, por algumas estações ou anos, em outras é uma saudade de um vida inteira.
Pode ser de alguém que acordou e foi trabalhar, de alguém que passará férias em alguma parte, pode ser dos filhos, dos pais, dos irmãos, dos amigos, da parentada toda, pode ser de um amor ...mas é também a de quem se foi pra nunca mais voltar.
Saudade dói, machuca, chateia, mas é necessária para o valor do reencontro.
Hoje sinto saudades...
Saudade de algumas brincadeiras de infância,
Saudades de momentos de adolescente, do trancar no quarto pensando o quanto é tudo complicado (esse pensamento permaneceu)...
Sinto falta de pessoas, de lugares, de momentos....e de mais pessoas...
Falta de amigos que tanto estiveram presentes, dos coleguinhas de escola....de capas de trabalhos feitas com gliter (é na minha época de colegial não se seguia normas da ABNT).
Saudades de andar na garupa da bicicleta da minha irmã....de comer rosquinha de polvilho doce na intervalo do colégio, e de sair da sala com a desculpa de ir tomar água pra jogar truco...
Saudade de comer amorinha do mato, e fazer banana assada na pedra. De ir pescar a noite com meu pai e ser “mordida” por um sapo (sim, foi nessa época que descobri que sapos mordem)...
Hehehe...saudade dos dentes de leites, eram tão branquinhos, esse hoje em dia dão trabalho para clarear...
E como sinto falta daquelas festas de igreja em que brincavamos de polícia e ladrão e que mais tarde viraram o point da paquera....kkkk
Saudade de correr nos pastos atrás dos Quero-Queros, apesar de que na maioria das vezes eram eles que corriam atrás da gente.
Saudades dos bailes, da dança da música...saudade dos 5, dos 10, dos 15, dos 20 , 25 anos (calma logo chega mais uma década)...
Saudades do filhote na barriga e ainda bebê (como ta um mocinho)...
Saudades da faculdade, dos amigos, das histórias, da república dos cupins......dos botecos da vida...saudades de amigos especiais...saudades da Tonha, de tudo que ela me proporcionou, de nossas várias idas e vindas....
Saudades de quem mesmo longe sempre esteve muito perto.....e a qual faz muita falta.

É a saudade dói, dói muito mas é nela que também vemos o quanto valeu a pena.

Obrigada Deus por tudo que vivi e vivo, por tudo que passei, por todos que passaram, pela família, amigos e vida que tenho...
Tudo isso construiu a pessoa que sou.


E a saudade essa continua aqui para todo dia me dizer que eu sinto falta de você...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Analyse

Close your eyes
Close your eyes
Breathe the air out there
We are free, we can be wide open

For you open my eyes
To the beauty I see
We will pray, we will stay
Wide open

Don´t analyse
Don´t analyse
Don´t go that way
Don´t live that way
That would paralyse your evolution

Don´t analyse
Don´t analyse
Don´t go that way
Don´t live that way
That would paralyse your evolution

La la la
This greatest moment
La la la
The greatest day
La la la
The greatest love of them all

La la la
This greatest moment
La la la
The greatest day
La la la
The greatest love of them all

Close your eyes
Close your eyes
Breathe the air out there
Fantasize, fantasize
We are open

For you open my eyes
To the beauty I see
We will pray, we will stay
Together

La la la
This greatest moment
La la la
The greatest day
La la la
The greatest love of them all

La la la
This greatest moment
La la la
The greatest day
La la la
The greatest love of them all

La la la la la la la la

La la la la la la la la


(The Cranberries)

sábado, 16 de outubro de 2010

O Astronauta De Mármore

Infelizmente o apego ainda faz parte de meu ser, não sabendo deixar aqui morrer o que deve morrer... porém como a morte se faz necessária para haver uma mudança... “a de morrer a lagarta, para dar vida a borboleta”....eis aqui a metamorfose...



Deixamos as letras em melodia....músicas apenas músicas......

 "Nenhum de nós"....


 
A lua inteira agora
É um manto negro
Oh! Oh!
O fim das vozes no meu rádio
Oh! Oh!
São quatro ciclos
No escuro deserto do céu...

Quero um machado
Prá quebrar o gelo
Oh! Oh!
Quero acordar
Do sonho agora mesmo
Oh! Oh!
Quero uma chance
De tentar viver sem dor...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...
Hum! Hum! Hum Hum! Hum!...

A trajetória
Escapa o risco nú
Uh! Uh!
As nuvens queimam o céu
Nariz azul
Uh! Uh!
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro do céu...

A lua o lado escuro
É sempre igual
Al! Al!
No espaço a solidão
É tão normal
Al! Al!
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro do céu...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...

Estar lá!
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar
Sei que estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...

Larará! Larará!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Fecham-se as cortinas....

Eis que tudo sempre tem um fim...

As vezes esses acontecem naturalmente, outras são motivados, ou repentinamente, mas sempre há um fim...

Nesse espaço coloquei muito de mim, muito do que pensava, muito do que sentia, foi um grande refúgio e acho que assim poderia ter continuado se minha sede de satisfação e se meu ego por reconhecimento tivessem permitido.

As coisas que aqui estão só eu entendo, só eu sei o porque delas serem ou estarem assim, só eu senti e soube o que queria e o motivo delas... apenas eu reconheço a melodia de cada uma...

Tudo que nesse ambiente depositei foram por motivos tão meus, tão intimos, tão particulares...

Aqui permiti imaginar outra pessoa, me permiti ser outra pessoa ou apenas mostrar um pedaço de mim que fica escondido entre minha alegria esbanjada....

Sendo assim levei dias para alguns, horas para outros e as vezes até minutos.

As palavras aqui colocadas por vezes foram de outros e para outros, porém nunca sentidas como senti, nunca pensadas como pensei e muitas vezes não compreendidas, mas esse foi o risco que assumi ao tornar parte de um “eu escondido” público, quando decidi que essa minha vida de pensamentos loucos de idéias infundadas, ou fundadas sem propósito, esse universo de sentimentos que nem eu sabia que existiam chegassem até os olhos de outros... e penso por vezes refletindo em tudo que as palavras ocasionam já paguei preços altos demais para manter esse mundo aberto...

Mas assim como tudo acaba, costumamos também deixarmos as avaliações apenas pro fim...e apesar de muitas coisas erradas eu pude aqui falar do que muitas vezes não encontrei ouvidos para ouvir.

Foi dessa maneira que me debrucei sobre o móvel e chorei, choro esse guardado pelo medo de demonstrar fraqueza, foi dessa maneira que expressei a dor da perda, da perda de alguém, da perda de tempo, da perda de vontade, da perda de amor e da perda de uma fé que sempre me abasteceu a qual se foi junto com tantos outros sonhos e pensamentos.

Foi dessa maneira que encontrei em algumas lacunas e entre linhas formas de dizer sobre um passado que me dói demais, que me deixou marcas as quais não me livrei, de uma infância de culpa e medo, onde pude falar de um presente que não é só sorrisos, brincadeiras e de um receio de um futuro só.

Me fiz ler, me fiz ver e escrevi para mim e errei ao achar que isso poderia ser de outro.

Foi por vezes ótimo deixar de ser o que muitos querem que eu seja, ou o que muitos pensam que eu sou, pois foi aqui também compreendi que somos o que os olhos alheios veem.

Sozinha nesse mundo que criei perguntava-me a todo momento se não era a loucura que batia em minha porta, ou se realmente é assim que somos e que sentimos, ou se seria eu tão diferente ou tão igual.

Me questionei, me magoei, me culpei, me perdoei, me achei e me perdi inumeras vezes...

Um dia pode ser que aqui volte a escrever, porém creio que se o fizer será diferente do que foi, penso que se aqui voltar falarei de fatos cotidianos desse mundo em que vivemos, nada mais de sentimentos ou de querer fazer disso o paradeiro de minhas alienações, demências, manias, medos e aflições....

E para encerrar essa despedida é comum que no fim (em despedidas) nos desculpamos pelas coisas que não foram legais, é no fim as vezes que pedimos perdão aos erros vividos e a alguns revividos.

Portanto aqui deixarei minhas desculpas por ter feito das minhas palavras sentimentos em outros, por ter usado de forma errada algumas delas, por não ter sido minuciosa em minhas expressões e causar maus e terriveis entendidos...peço também desculpas se as vezes escrevi coisas que permitissem serem levadas a outras vidas, se permiti que muitos de meus sentimentos fossem de outros, por deixar que se reconhecessem neles.

Apesar de que sobre isso não tive controle...mas creio ser importante pelo menos sobre o que poderia ter evitado. Mas por mais que possa apagar toda a escrita, não posso apagar tudo que foi envolvido, todos sentimentos, motivos e razões... então aqui cabem as desculpas...

E nesse último texto peço que não interpretem, não tentem entender, não questionem, apenas leiam se assim o quiserem ou o deixem aí. Já era de minha intenção o fim, mas por uma vaidade por alguns elogios e pedidos os quais incharam meu ego continuei aqui a por tudo o que não precisavam saber. E quando se é vaidoso ou se tem vaidade se perde a razão.

E hoje como nunca o fiz colocarei a melodia que embalou essa despedida.

E volto ao mundo que é só meu.

FIM


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

TA

Um dia me pediu que fizesse um texto para você

E eu nunca consegui...

Até por que escrever para você seria representar em palavras todos meus pensamentos, e dias.

Seria ditar letra por letra todas as músicas que me lembram você.

Seria tentar relatar o cheiro do seu perfume com perfeita harmonia para que quem lesse o sentisse...

Seria falar de momentos, lugares, pessoas as quais me trazem sua imagem constantemente.

Fazer um texto a você significa falar de algo que talvez nunca soubesse expressar em palavras.

É descrever momentos lindos, é descrever uma pessoa linda, que me ensinou tanta coisa principalmente a ser feliz.

Tornar versos tudo isso é tão difícil... Talvez ainda precise aprender mais com você.

Pois sempre tornou verbo e gestos tudo que sentiu.



Escrever para você é falar de pele, de cheiro, de carinho, de amor

É dizer q esperei por vc, é fechar os olhos e te ver na minha frente sorrindo é dormir falando ao telefone depois de horas de conversa.

Escrever para você é imaginar o futuro a dois , a três...

É lembrar de planos, de promessas, de sonhos.

É chorar de vontade de começar tudo de novo, de voltar atrás e fazer diferente...

É chorar de saudades...

TA