domingo, 25 de outubro de 2009

Mesma parada.

Vejo-a deitada, respiração e fala difícil...nunca fomos unidas, nem tão pouco tínhamos um vinculo de carinho, porém amo muito quem a ama.



Mas, vê-la me fez pensar.


O que somos nós, além de meros seres imperfeitos. Vivemos nesse mundo, muitos de nós, achando que o mundo gira exclusivamente a nosso favor, que somos os únicos merecedores de tudo.


Merecedor do agradecimento, da atenção, do carinho, do perdão, da compreensão, da presença... Como se sempre estivéssemos no mais alto pedestal.


Porém agradecimentos, atenção, carinho, perdão, compreensão, presença, não deveriam ser merecimento de alguém, e sim modo de agir dessa pessoa.






Para que tanta empáfia, tanta luxúria, se vamos todos parar um dia na mesma estação...






Hoje confesso ser, uns dos dias mais tristes de minha vida, (tudo bem que esses tem se repetido com freqüência) e nem foi só por vê-la assim, mas sim por tudo que se passou em minha cabeça...






Cada dia mais percebo que somos tão insignificantes e pequenos.


E refleti, serei eu tão “pobre” criatura para me sentir tão só nesse momento?


Não sei, só sei que não me foram solícitos aqueles aos quais tive apreço.






E mais uma vez te olhei, e a minha mente veio, também os teus queridos, não foram solidários com tua dor.


“A gente leva da vida, a vida que se leva..”





quinta-feira, 22 de outubro de 2009

...

Poderia eu saber o que escrever em tais linhas, se meu mundo não estivesse girando com tamanha velocidade ao ponto de me dar náuseas.




Quantas coisas se passam em meu ser, em meu viver e em minha alma.


Alma essa cansada, precisando de luz.






O bagunça, o ser bagunçado... Turbulência estendida.


Por vezes sinto-me incompreendida. Mas creio que isso é ordem natural de vivência. Até porque também não tenho compreensão.






Não encontro mais o equilíbrio de meus sentimentos. Isso me angustia.






Mas é essa a vida que navego, horas de calmaria, dias de tempestades.






“[...] vi o sol se pôr quarenta e quatro vezes!”

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Bom, voltando ao foco.

Agora sim falaremos de sentimentos, de tempo, de mudanças.



Ah, esses sim, me tiram as estribeiras por vezes.



Sempre soube que sentias, mesmo quando nem a ti mesmo admitias isso... Penso que, admitir o que sentimos e um tanto complicado, ainda mais quando não aceitamos. Trata-se de uma forma de se resguardar. Mas se resguardar do que mesmo?



Concordo com “minha consciência” quando fala que fatos, fatores nos fazem mudar, mas esses acontecem com o tempo, não creio que esse, o tempo, seja mero coadjuvante.


Acredito que algumas atitudes podem acelerar ou retardar esse tempo, mas ele age independente delas.



Já as dores, deixamos essas de lado.



É às vezes não compreendo minha alma, por dias me sinto sem ela...


“... acredito que nem tu saibas ao certo...ou tenha medo de ter certeza.”


É “minha consciência” pode ser isso, pode ser que não saiba, pode ser que não queira ter certeza, mas medo de decidir não; posso ter medo das conseqüências, mas não das decisões.



Sim somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade e enquanto não percebemos isso jogamos essa responsabilidade nos outros, e é pesado demais ser responsável pela felicidade de alguém, e triste demais depender de alguém pra ser feliz.




Mas a vida é assim essa bela melodia de sentimentos, onde todos sentem as mesmas coisas, possuem a mesma escala musical (amor, ódio, carinho, ciúmes...), mas nossas atitudes e intensidade perante tais sentimentos é o que nos diferencia. Apesar da escala musical ser a mesma podemos criar vários tons e sons.
Que façamos cada um a nossa melodia.

sábado, 3 de outubro de 2009

Não compreendo.

Aqui de cima dessa pedra vejo o mar, e um pedaço de terra, o vento está forte.


Não me atarei a suas escritas “minha consciência”... Mas voltarei a falar desses seus dizeres. Talvez hoje se colocasse meus sentimentos nessa página gritaria como já gritastes um dia. Restrinjo-me a dizer que se houvesse a escolha... Não, não sentiria, ficamos vulneráveis quando sentimos.







“Vergonha? Por que deveriam as vítimas sentir vergonha?[...]De que essas pessoas tinham que se envergonhar? Elas eram vítimas inocentes![...] A vergonha que sentiam era a da impotência[...]não é a crueldade dos agressores, mas seu próprio sentimento de impotência.

Aprendi uma grande verdade com eles. Quando temos sede de vingança, não estamos de fato atrás de vingança. Simplesmente desejamos recuperar o senso de poder e dignidade que nos foi roubado. Se houvesse uma maneira moralmente menos degradante de nos sentirmos investidos de poder quando nos vemos diante do adversário, se pudéssemos reivindicar o poder sobre ele sem precisarmos feri-lo, a maioria de nós ficaria satisfeita com isso. [...] não precisamos prejudicar outra pessoa a fim de reivindicar a satisfação que achamos que a vingança nos proporcionará. SE NOSSO ANSEIO REALMENTE FOR RECUPERAR A SENSAÇÃO DE QUE TEMOS PODER PESSOAL, DE QUE FOMOS RESTAURADOS, EXISTEM OUTRAS MANEIRAS DE OBTER ISSO QUE NOS FARÃO SENTIR MELHOR COM RELAÇÃO AO TIPO DE PESSOA QUE SOMOS.” (Do Livro: Tipo de Pessoa Você Quer Ser de Harold S.Kushner).



“Apesar da sinceridade do seu amor, logo começara a duvidar dela. Levara a sério palavras sem importância, e isso o fez sentir-se muito infeliz.”

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tempo....


...ouso discordar de meu Eu...e concordar também...concordo: o Tempo é elemento essencial da mudança...mas ele por si só nada faz...basta imaginar uma pedra na beira d´água...passe o tempo que for, ela não mudara´..porquanto as mudanças havidas nela são obras da água, do sol, das tempestades e das vezes em que é chutada ou que alguém resolve lapidá-la...

sim há tempo para tudo..e para tudo há seu tempo...mas ele é mero coadjuvante..mero aspecto temporal...não importa o tempo que passe..mas as lições tiradas de cada situação...podemos amadurecer em um segundo o que pode-se levar uma vida inteira...

não é o tempo que ameniza as dores ou põe ordem na casa...mas nossas atitudes...olhar de fora a vida de dentro...achar novas maneiras de ver a mesma coisa...



Valorizar o tempo...esta ampulheta tão frágil...isso sim é compreender o sentido de estarmos aqui...basta piscar os olhos e ele já se foi..hoje virou ontem e amanha não passa de obsoleta esperança....

Se mudei, se mudou ou se mudamos? Sim e não....todo dia sou folha em branco...ao menos tento ser...tento ver tudo novo de novo...mas fica sempre a minha essência..essa teimo em dizer: Não muda!...é domada por vezes...mas mudar, não muda....quanto a você: mudou?! Sim e não...mas a teu respeito nada posso dizer..não sei o que vai na tua alma...acredito que nem tua saibas ao certo..ou tenha medo de ter certeza...temos tanto medo de decidir, porque nos tornamos responsáveis, únicos responsáveis....Mudamos: com sorte sim...que enfadonho seria não mudar...

“Mas deixamos o que passou passar...e que o tempo descanse a gente.”



...Passou? o passado só é passado quando permitimos..quando decidimos que assim o seja...ou quando ao menos mantemos os fantasmas no sótão...





SINTO...e sentir hoje me traz vida...amo, tenho ciúmes, medo de perder, choro, divirto-me e faço outros rirem...não sou interrogação...sou reticências..sou tempo que não para nunca.

Ass. Tua Consciência...